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Microcontroladores - MICON

Um componente eletrônico que vem ganhando notoriedade nos últimos tempos, é o chamado MICON.
Essa palavra é um acrônimo (um agrupamento das letras iniciais de várias palavras) das palavras Microprocessador e Controlador. Esse nome resume com clareza a função desse componente essencial nos monitores LCD.

Para entender o funcionamento desse CI, é necessário correr os olhos sobre alguns termos familiares:

Eeprom - É uma memória onde ficam guardados os ajustes feitos pelo usuário. Ela armazena uma série de informações. Nas TVs por exemplo,  o brilho, contraste, cor, volume, o último canal sintonizado etc.. Nos monitores memoriza os  ajustes de cor,  geometria e outros dentro de uma faixa com valores pré-estabelecido pelo fabricante.
É essa memória que informa ao Microprocessador como estavam os ajustes antes de a alimentação elétrica ser interrompida . Assim, ao restabelecer a alimentação, o equipamento volta a funcionar como estava antes. Caso contrario toda vez que se ligasse o equipamento teríamos que refazer os ajustes.

Controladores Externos: permitem atuar na regulagem de inúmeros parâmetros do funcionamento do monitor, como geometria, brilho, etc. Nos monitores analógicos esses controladores embora interconectados, estão distribuídos em circuitos específicos.

Micro, no jargão dos Técnicos em monitores,  é a abreviação de Microprocessador. É o componente que processa os dados interagindo com todos os outros sub-sistemas. Ele atua como um maestro encarregado de  coordenar o funcionamento de cada subsistema para a criação e exibição das imagens.
 
O Micon foi projetado para ter tudo em um só encapsulamento, e nenhum componente se faz necessário para ele armazenar, processar,  executar e controlar suas aplicações.
Ele é fruto da febre de miniaturização e integração de componentes eletrônicos que domina a tecnologia atual. A cada dia mais e mais controladores externos estão se mudando para dentro dos microprocessadores transformando-os em  poderosos microcontroladores.
Em resumo, eles se tornaram a "alma" dos monitores. Por isso que quando ele pifa, o monitor "morre".
É o mesmo advento que aconteceu há alguns anos com os computadores.
No começo existiam placas de expansão para literalmente todas as funções externas ao processador principal: placa controladora IDE, de vídeo, de som, fax-modem, rede, etc. Hoje é impossível encontrar uma placa-mãe que não traga no mínimo o som integrado no chipset e as mais populares trazem tudo isso e mais alguma coisa ... São as chamadas on-board.